As redes sociais e a dopamina
Os algoritmos que agora são especialistas em causar a liberação de dopamina tentam nos fazer ficar cada vez mais tempo rolando o feed.
- Desinstalei o Facebook. Não foi o suficiente.
- Desinstalei o Instagram. Também não foi o suficiente.
O YouTube lançou os tais Shorts pois aparentemente nosso engajamento começou a diminuir nos videos mais longos.
Um problema comprovado de quem fica assistindo videos curtos é que nosso cérebro se acostuma a consumir esses assuntos "divertidos" a cada minuto. Se permitirmos nosso cérebro se habituar a isso, com o tempo ficará cada vez mais difícil focar em atividades que exigem maior concentração.
Qual foi a última vez que você leu um livro físico?
Acabei de ler Crime e Castigo de Dostoiévski. O engraçado foi que ao chegar na página 352 descobri que faltavam algumas folhas:
Entrei em contato com a Editora explicando a situação e eles prontamente me enviaram um novo exemplar.
Caso você se anime para iniciar a leitura de um livro físico neste mês - e essa é a minha sugestão nesse post - não estou dizendo que é para você se desafiar de cara com literatura clássica russa! O hábito de ler pode nos ajudar a diminuir o tempo de tela, contribuindo para o desenvolvimento de um nível de concentração mais profundo.
Demorei uns quatro ou cinco meses para concluir a leitura desse livro. Se estamos acostumados com Shorts do YouTube ou posts de poucas frases do LinkedIn, ler um livro vai exigir bastante disciplina.
Além de exercitar a força de vontade, a leitura amplia seu vocabulário ao mesmo tempo em que te faz pensar.
Quanto mais a gente lê, maior é a facilidade em tarefas como escrever textos pois conseguimos expressar nossas ideias com maior fluidez.
Obrigado.



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